| junho 18, 2026 |
Por Rodrigo Valadão, contador, perito e sócio da Dinastia Contábil.
A Reforma Tributária deixou de ser um assunto do futuro.
Muitos empresários ainda acreditam que as mudanças começam apenas em 2027, quando os novos tributos passarão a ser cobrados efetivamente. Porém, existe uma etapa importante acontecendo agora e que merece atenção imediata.
Agosto de 2026 passa a ser um marco para as empresas brasileiras.
Isso porque o período educativo relacionado às novas obrigações acessórias da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) começa a entrar em uma nova fase, exigindo das empresas maior atenção aos processos fiscais, emissão de documentos e qualidade das informações enviadas ao Fisco.
Se você é empresário, gestor financeiro, contador ou responsável pelo departamento fiscal, este artigo foi feito para você.
Imagine que você comprou um carro novo.
Durante algumas semanas, você aprende a usar os comandos, entende as funcionalidades e se adapta à nova tecnologia.
A Reforma Tributária funciona de forma parecida.
O Governo criou um período de adaptação para que empresas, contadores, desenvolvedores de sistemas e órgãos públicos possam se ajustar ao novo modelo tributário. Durante esse período, as empresas já precisam preencher informações relacionadas ao IBS e à CBS, mesmo sem a cobrança efetiva dos tributos.
Porém, essa fase de adaptação não deve ser confundida com uma autorização para ignorar as novas exigências.
As obrigações já existem.
E o tempo para adaptação está acabando.
A Reforma Tributária substitui diversos tributos atuais por dois novos impostos principais:
Tributo federal que substituirá:
PIS
COFINS
Tributo compartilhado entre estados e municípios que substituirá:
ICMS
ISS
O objetivo é simplificar a tributação sobre consumo, reduzindo a complexidade do sistema tributário brasileiro.
A regulamentação da CBS e do IBS definiu um cronograma para a implementação das novas obrigações acessórias.
Segundo os regulamentos publicados e o Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 1/2025, a flexibilização das penalidades passa a ter prazo definido, fazendo com que as empresas precisem acelerar a adaptação dos seus processos internos.
Em outras palavras:
Quem deixar para se adequar depois poderá enfrentar dificuldades operacionais, inconsistências fiscais e maior exposição a autuações futuras.
Muitos empresários estão pensando:
“Vou esperar a cobrança efetiva começar para me preocupar.”
Esse pensamento pode gerar problemas.
A nova estrutura tributária exige adequações que não acontecem da noite para o dia.
São necessárias revisões em:
Cadastro de produtos;
Cadastro de serviços;
Parametrizações fiscais;
Sistemas ERP;
Emissão de notas fiscais;
Escrituração fiscal;
Fluxos internos;
Treinamento das equipes.
Empresas que iniciam esse processo apenas quando as penalidades começam a ser exigidas podem enfrentar retrabalho, erros operacionais e aumento de custos.
O período atual deve ser encarado como uma fase estratégica.
Entre as principais ações recomendadas estão:
Muitas empresas possuem produtos e serviços classificados incorretamente.
A Reforma Tributária exigirá informações ainda mais precisas.
As mudanças podem alterar:
Formação de preços;
Margem de lucro;
Fluxo de caixa;
Aproveitamento de créditos.
Os sistemas precisam estar preparados para:
CBS;
IBS;
Split Payment;
Novos layouts fiscais;
Integrações futuras.
Áreas fiscal, contábil, financeira, comercial e tecnologia precisam falar a mesma língua.
A Reforma Tributária não é um assunto exclusivo da contabilidade.
Ela impacta toda a empresa.
As consequências podem ir muito além das multas.
Uma empresa despreparada pode enfrentar:
Erros na emissão de documentos fiscais;
Perda de créditos tributários;
Inconsistências em declarações;
Aumento de custos operacionais;
Problemas em fiscalizações;
Dificuldades de precificação.
Em alguns casos, um erro tributário pode gerar impactos financeiros muito maiores do que qualquer multa aplicada.
Não.
Esse talvez seja o maior equívoco do mercado.
A Reforma Tributária é também uma mudança de gestão.
Ela obriga as empresas a revisarem:
Processos;
Tecnologia;
Contratos;
Formação de preços;
Estratégias comerciais;
Modelos de negócio.
Por isso, muitas organizações estão tratando o tema como um projeto corporativo e não apenas como uma obrigação do departamento fiscal.
Enquanto algumas empresas enxergam apenas riscos, outras estão utilizando esse momento para ganhar competitividade.
Empresas preparadas conseguem:
✔ Reduzir retrabalho
✔ Melhorar controles internos
✔ Aumentar a eficiência operacional
✔ Identificar oportunidades tributárias
✔ Tomar decisões mais estratégicas
A diferença entre sofrer os impactos da Reforma e aproveitar as oportunidades está diretamente ligada ao nível de preparação.
A Reforma Tributária exige planejamento, análise e acompanhamento constante.
Nossa equipe auxilia empresas em:
Diagnóstico de impactos da Reforma Tributária;
Revisão de processos fiscais;
Planejamento tributário;
Parametrização de sistemas;
Treinamento de equipes;
Consultoria especializada em CBS e IBS.
Quanto antes sua empresa iniciar essa preparação, menores serão os riscos e maiores serão as oportunidades.
📞 (62) 3946-0800
📍 Goiânia – GO
O período atual ainda é considerado de adaptação, porém as obrigações acessórias já precisam ser cumpridas pelas empresas.
Sim. O envio das informações e o cumprimento das obrigações acessórias já fazem parte da fase de transição.
Sim. Mesmo que algumas regras tenham impactos diferentes, a Reforma Tributária afetará praticamente todas as empresas brasileiras.
Problemas operacionais, inconsistências fiscais, perda de eficiência e dificuldades de adaptação quando o novo modelo estiver plenamente implementado.
Não. Ela impacta áreas financeiras, comerciais, tecnológicas e estratégicas das empresas.
A Reforma Tributária já começou.
O período atual não é um momento para esperar, mas para agir.
As empresas que utilizarem 2026 para revisar processos, ajustar sistemas e preparar equipes estarão muito mais seguras quando as novas exigências forem plenamente implementadas.
A boa notícia é que ainda existe tempo para se preparar.
Mas esse tempo está ficando cada vez menor.
Se sua empresa ainda não iniciou um projeto de adequação à Reforma Tributária, este é o momento ideal para começar.